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Vazam, na imprensa, detalhes dos planos para o funeral da rainha Elizabeth II

Protocolos minuciosos para a despedida da monarca estão previstos na ‘Operação London Bridge’.

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Quando o primeiro-ministro do Reino Unido for informado por telefone que “London Bridge caiu”, ele saberá que a rainha Elizabeth II faleceu e que a “Operação London Bridge” terá início, um protocolo complexo cujos detalhes foram revelados nesta sexta-feira (3) pelo site Politico.

O “dia D” – como foi chamado o dia da morte da rainha – começará com uma série de ligações e e-mails para altos funcionários e ministros, cujo rascunho já foi redigido.

“Caros colegas, é com tristeza que escrevo para informá-los da morte de Sua Majestade, a Rainha”, escreverá aos ministros o secretário de gabinete (autoridade de mais alta patente no Reino Unido).

Após o comunicado, todas as bandeiras de Whitehall, a área parlamentar, deverão ser baixadas a meio mastro em 10 minutos, algo que Downing Street descreveu na época como “impossível” sem a ajuda de um contratante externo, algo que exporia o primeiro-ministro à “raiva pública”.

Isabel Bowes-Lyon, também conhecida como A Rainha-Mãe.

O site enfatiza que a monarca de 95 anos está com uma “boa saúde” e que “nada sugere” que esses planos, aos quais teve acesso, “tenham sido revistos com alguma urgência”.

Os cidadãos britânicos tomarão conhecimento da notícia por meio de uma “notificação oficial” emitida pela Casa Real. O premiê será o primeiro membro do governo a fazer uma declaração e os restantes membros do Executivo não poderão se pronunciar sobre o assunto até então.

Por outro lado, o Parlamento britânico, bem como as câmaras autônomas da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, cessarão suas atividades; será anunciado um minuto de silêncio nacional e o Ministério da Defesa irá disparar salvas de vários locais.

A “Operação London Bridge” inclui ainda um protocolo exclusivo para redes sociais, com proibição de retuítes em contas oficiais e conteúdos não urgentes. O luto tomará conta dos perfis sociais do governo, assim como o site oficial da família real.

Sem dúvida, o “dia D” será agitado para o primeiro-ministro, já que ele terá uma audiência com o novo rei, Charles, e participará da cerimônia fúnebre que a Catedral de São Paulo sediará em homenagem à rainha, uma cerimônia íntima e “espontânea”.

O protocolo prevê diferentes alternativas, dependendo do local da morte da soberana. Se ela morrer em sua residência em Sandringham (leste da Inglaterra), seu caixão chegará em um trem e será recebido pelo primeiro-ministro na estação de St. Pancras, em Londres.

Se acontecer em Balmoral (Escócia), a “Operação Unicórnio” será ativada, e também ela será levada de trem para Londres, se possível. E, se não, a “Operação Overstudy”, será ativada, a qual transportará o caixão de avião.

O príncipe de Gales, primeiro na sucessão ao trono, se dirigirá à nação às 18h (hora local) e será proclamado soberano às 10h (hora local) do dia após a morte (“D+1”). Além disso, nos dias que antecederam o funeral, ele fará uma viagem pelo Reino Unido, começando na Escócia e terminando no País de Gales.

No segundo dia de luto, o caixão com a rainha retornará ao Palácio de Buckingham, e no quinto marchará em procissão ao Palácio de Westminster. Lá, ficará até o oitavo dia em caixão elevado e aberto ao público durante 23 horas por dia.

O dia “D+10”, dia em que será celebrado o funeral de Estado, será declarado feriado. A cerimônia acontecerá na Abadia de Westminster e a monarca será enterrada na Capela Memorial do Rei George VI, no Castelo de Windsor, junto com seu marido, o duque de Edimburgo, que faleceu em abril deste ano.

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