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Mao e o grande salto para…

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A China já está no vocabulário  político, econômico e social desde os anos 50 do século XX. Isto é, de forma cotidiana. Esse país que foi um império milenar, passou por façanhas históricas como: construção de uma enorme muralha para defenderem-se de seus inimigos, inventou artes marciais, fundou filosofias, colaborou para a rota da seda e para finalizar, no século XX foi alvo da política imperialista e teve seus portos abertos pelos Tratados de Pequim e de Nanquin. Sem contar que teve parte do seu território tomado pelo Japão, a Manchúria, na guerra entre russos e japoneses.

A proclamação república ocorreu em 1911 e abriu caminho para guera civil que selou o seu destino no século XX. A luta entre dois grupos, não representava apenas quem iria liderar o país de dimensão continental, mas quem e com qual ideologia. De um lado estava Mao Tse Tung  (sucedido por Chiang Kai-Shek) liderando o Partido Comunista Chinês e do outro lado, Sun Ya Tsen liderando os nacionalistas conhecidos como Kuomitang. O ódio à política japonesa com o país, uniu temporariamente as duas forças conflitantes e, aproveitando a derrota japonesa na II Guerra, expulsaram o inimigo indesejado. Mas isso não fez com que esses ânimos ficassem amainados e o conflito entre eles retornaram. Foi aí que em outubro de 1949, o grupo comunista tomou Pequim e estabeleceu o comunismo na China e os nacionalistas foram expulsos, refugiando-se em Formosa, atualmente Taiwan.

Até aqui foi feita uma análise muito superficial com o intuito de localizar minimamente o leitor. Não é nossa intenção esgotar o assunto da Revolução Chinesa, mas sim para abrir caminho ao que realmente desejamos abordar.  A China foi o segundo país a implementar uma revolução anti-burguesa, pois a primeira foi a Rússia em 1917. O que une as duas numa primeira abordagem é que ambos países não possuíam nem de longe as condições pensadas por Marx para realizar uma revolução que visasse o comunismo. Os dois países eram fortemente agrários e não desenvolveram o capitalismo, como idealizou Marx. A URSS até mostrou um desenvolvimento no Governo Stalin, mas esse desenvolvimento deveu-se também aos relacionamentos externos com o Ocidente. Quando a China fez a sua Revolução, a URSS era uma certa inspiração e aliada. Era preciso colocar em prática a industrialização alcançada pelos russos na China. Acordos de cooperação foram estabelecidos. Entretanto, Mao seguiu uma linha de pensamento que tangenciava a ideia de Marx e colocou em prática alguns temperos seus. por isso, essa política ficou conhecida como maoísta.

E é aqui que adentramos na parte principal. Mao desejando colocar a China num ritmo de crescimento jamais visto na história, desenvolveu e colocou em prática a política econômica e social chamada de: O grande salto para frente. Uma verdadeira utopia, para não dizer devaneio. Essa política foi responsável pela morte de 40 milhões de chineses. Morte de fome ou de problemas relacionados à fome. Mao governou a China de 1949-76, e durante os anos de 1958-62, implantou esse nefasto programa de governo citado acima. Seu objetivo era transformar a China numa grande siderúrgica criando núcleos familiares de para produção de aço. Ou seja, todos destinados para esse plano deveriam parar de realizar suas atividades e iniciarem imediatamente a produção de aço em seus quintais, numa maneira extremamente rudimentar. Além disso, coletivizou os os campos agrícolas e forçou os demais a trabalharem nessas terras. Com essa política utópica e muito mal sucedida, Mao distribuiu  pessimamente o contingente trabalhador, o plano da industrialização fracassou imensuravelmente e a fome se instalou no país. A população chinesa em 1950 era de 555 milhões de habitantes e, aproximadamente 10% dessa população morreu nessa política.

A questão é que o desespero, a fome e a necessidade de sobrevivência abriram espaço para que os chineses tentassem de tudo para se alimentar. Desde o canibalismo até a caça de animais silvestres. O que abriu caminho para hábitos alimentares e um novo mercado que se estabeleceu com o tempo: a venda de carne silvestre fresca sem controle de agência sanitária. Por essa razão, que as últimas epidemias são oriundas da China e todas elas estão ligados ao consumo de hospedeiros.

@leandrobuffon

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