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O nome e sobrenome dos culpados pela pandemia do novo coronavírus

Entenda quem deu um replay nos erros da SARS em 2002, e deixou o mundo mais uma vez à mercê de seus caprichos

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Se em meio a toda essa pandemia de coronavírus você busca entender porque tudo isso começou, na matéria de hoje você vai entender um pouco melhor sobre.

Embora tenha recentemente afirmado ter desenvolvido com êxito a vacina contra o novo coronavírus, a China poderia facilmente ter prevenido, ao invés de agora remediar. A matéria, assim como todas as outras da Curiozone que relatam fatos importantes, está com fontes destacadas em negrito pelo texto.

Como foi que tudo começou

Oficiais chineses relataram o primeiro caso de Covid-19 no dia 19 de novembro de 2019, e o primeiro indivíduo que testou positivo para a doença apresentava sintomas em 8 de dezembro do mesmo ano. De acordo com o The Lancet, uma das mais antigas e tradicionais revistas científicas sobre medicina no mundo, o paciente zero estava exposto ao vírus no primeiro dia do mês de dezembro.

Novo coronavírus.

O que você vê na internet em forma de meme é real. Chineses culturalmente não tem qualquer tipo de compromisso com a higiene, e a falta de condições sanitárias de um mercado de animais silvestres em Wuhan, o epicentro da doença, foi fundamental para o surto. Foi só depois do SARS-CoV-2, que o governo chinês decidiu acabar com a prática e o mercado foi fechado.

Uma bomba relógio prestes a explodir

Você agora vai ficar espantado, e até furioso com razão, quando souber que essa bomba que explodiu já tinha sido alertada por médicos de Hong Kong em 2007, em um artigo publicado, revelando que havia um reservatório de coronavírus em morcegos e que era só questão de tempo para o pior acontecer devido o hábito do sul da China de “comer mamíferos exóticos”. O problema, no entanto, não se resume tão somente a vigilância sanitária. A China, se você ainda não faz a menor ideia, não é lá o melhor exemplo de liberdade de expressão, de imprensa, nem de religião e política, afinal de contas é uma ditadura com opositores e ativistas de direitos humanos presos, torturados e condenados a campos de reeducação. Foi nesse país que o SARS-CoV-2 se espalhou.

Pandemia de Covid-19.

E porque é importante relatar isso? Por uma razão muito simples. De acordo com o The New York Times, em 2002, as informações sobre um outro coronavírus, o SARS-CoV, foram reprimidas pelo governo, condenando centenas de pessoas à morte.

Claro, como era evidente, o Partido Comunista reconheceu o erro e demitiu o ministro da Saúde e o prefeito de Pequim, só que era tarde demais.

Negligenciando o caos

Já deu pra perceber por aí, que a preocupação dessa galera que governa a China não é com o bem-estar da população, e sim com a estabilidade de seu governo. Com o SARS-CoV-2, o governo chinês teve os mesmos incentivos para outra vez negligenciar uma pandemia de coronavírus.

Li Wenliang, o oftalmologista que tentou avisar outros médicos de que a Covid-19 adoeceu 7 pacientes no dia 30 de dezembro de 2019 e morreu esse ano, foi obrigado pela polícia chinesa a assinar uma declaração de que seu aviso aos médicos constituía “comportamento ilegal”. Ele e outros médicos de Wuhan foram obrigados a assinar um documento admitindo “espalhar mentiras”.

Li Wenliang foi um oftalmologista chinês no Hospital Central de Wuhan, considerado a primeira pessoa a alertar o público sobre a pandemia de Covid-19.

Contraditoriamente, o Partido Comunista Chinês minimizou o surto dizendo que era um problema local, limitado a um pequeno número de clientes de um mercado de Wuhan. E pra qualquer que fosse a causa da doença, “não era nada parecido com a SARS”. Mas como mentira tem perna curta, um técnico de um laboratório contratado por hospitais, disse que sua empresa recebeu amostras de Wuhan e chegou a uma conclusão impressionante: as amostras continham um novo coronavírus com uma similaridade de 87% com a SARS.

Em 24 de dezembro, uma amostra do SARS-CoV-2 retirada de um paciente foi enviada a um laboratório para o sequenciamento do genoma. Os resultados estavam prontos 3 dias depois, mas as autoridades de Hubei ordenaram que as amostras fossem destruídas.

Controlando as informações

A polícia até que ainda controlava as informações, tratando o coronavírus como um mero boato. Lembra do que mandaram fazer com os médicos que alertaram? Pois bem, em Wuhan, esse era o discurso oficial: “A polícia apela a todos os internautas para não fabricarem rumores, não espalharem rumores, não acreditarem em boatos”.

Tudo isso fica cada vez mais assustador quando você lembra que na China, Google, Facebook, YouTube, Reddit, Instagram, Twitter e WhatsApp são bloqueados. O governo monitora os aplicativos permitidos, controla todo o conteúdo online e até o tráfego de informações. O grande firewall da China é conhecido pelos mais de 50 mil censuradores no maior ato de restrição à liberdade de expressão da História.

Grande firewall chinês.

Além disso, o Partido Comunista Chinês ainda controla todas as redações de jornal do país. Em 180 países listados, a China é o 177º em liberdade de imprensa, segundo a Reporters Without Borders. Por lá você não vai conseguir acesso à BBC, New York Times, The Guardian, Wall Street Journal entre outros.

Depois de todo esse cenário, é possível entender como o Partido Comunista Chinês não teve qualquer dificuldade em atrapalhar o fluxo de informações da população sobre o novo coronavírus, colaborando ativamente pra que esse surto pequeno lá em Wuhan, se transformasse numa pandemia.

Li Wenliang, o médico que denunciou tudo o que vinha acontecendo, só foi liberado da prisão em 3 de janeiro, depois de assinar um documento assumindo a prática de “atos ilegais”. O médico contou à CNN, que sua família se preocuparia se ele perdesse a liberdade.

Wang Guangbao, um outro médico, admitiu mais tarde que a especulação sobre um vírus semelhante à SARS era forte nos círculos médicos no início de janeiro, só que as detenções dissuadiram muitos, inclusive ele mesmo, de falar abertamente a respeito, como mostra na matéria do Washington Post.

Desaparecimento de jornalistas

Tá bom, se você até aqui ainda fica receoso em acreditar mesmo com todas as evidências, um fato que aconteceu em fevereiro não vai deixar você ter mais dúvidas.

Dois jornalistas desapareceram depois de terem trabalhado na cobertura do coronavírus em Wuhan e denunciado todas essas supressões de informações que o governo vinha fazendo. Chen Qiushi, um dos jornalistas, entrou no topo da lista da One Free Press Coalition.

Tempos de negligência e suas consequências

Foi somente em 20 de janeiro que a China declarou emergência, e já era tarde quando Wuhan foi isolada três dias depois. O vírus estava sendo espalhado por todo o país, levado pelos 400 milhões de chineses que se preparavam para viajar e comemorar o Ano Novo Lunar.

Foram dois meses de aprisionamento, intimidação a médicos e jornalistas, controle do fluxo de informação e dizendo que os riscos do surtos eram “fake news”, enquanto o vírus se alastrava.

Xi Jinping é o nome do atual presidente da China. Ele comentou em público pela primeira vez sobre o SARS-CoV-2 só no dia 20 de janeiro, mas já no dia 7 de janeiro, 13 dias antes, durante uma reunião do partido, ele admitiu, num discurso interno, só pra galera do Partido Comunista Chinês, que tinha conhecimento do “novo coronavírus”.

Xi Jinping é um político chinês que tem servido como Secretário-Geral do Partido Comunista da China.

Em todos esses 13 dias, enquanto negava o surto, o Partido Comunista organizou duas grandes reuniões em Hubei, reunindo mais de 40 mil famílias num banquete em massa em Wuhan, na tentativa de bater um recorde mundial. Xi Jinping poderia ter evitado a pandemia.

Só no dia 4 de fevereiro, assim como com a SARS em 2002, o Partido Comunista Chinês admitiu as “deficiências e dificuldades na resposta à epidemia”, e prometeu “melhorar nossas habilidades em lidar com tarefas urgentes e perigosas”.

A OMS pediu várias vezes às autoridades chinesas dados sobre a saúde dos profissionais médicos de Wuhan, mas mesmo assim, o governo chinês ainda tinha dificuldade em ser transparente com a comunidade internacional.

A ditadura chinesa quis dar um replay nos erros da SARS em 2002, e acabou deixando o mundo novamente à mercê de seus caprichos, sem garantia nenhuma de que seja capaz de prevenir exemplarmente novos surtos que podem surgir, dizimando populações inteiras como um câncer que se espalha em metástase. Inúmeras pessoas inocentes já morreram graças à ineficiência de uma ditadura. Responsabilizar os autores dessa pandemia é importante, depois de entender o nome e sobrenome dos culpados por tudo isso.

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